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Referências

De Abaete

 

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Índice de conteúdo

[editar] Du mode d'existence des objets techniques - Gilbert Simondon

Tradução confiável deste livro para o inglês.


Gilbert Simondon (1924-1989) continua desconhecido por grande parte do público acadêmico brasileiro, mas com a grande divulgação dos escritos de Gilles Deleuze sua obra começa a despertar a atenção dos interessados em estudar processos de subjetivação, individuação e as relações sujeito-objeto.


Link para download:

On the mode of existence of the technical objects (1958)

Simondon [1]

(acessado no dia 19/01/2008)


postado por Messias Basques.



[editar] Eu, Estamira

Apesar da recomendacao ter se tornado algo superflua, em vista do grande apoio de marketing que parece ter conseguido, quero reiterar a indicacao do incrivel filme Estamira que agora (finalmente) vai entrar em circuito. Uma obra bela, assombrosa, e mais importante, que mostra as potencialidades (intelectuais, esteticas, e eticas) acionadas quando um documentarista leva seu "nativo" muito a serio - tanto o cosmos quanto o logos da sua cosmologia. Ja vi o filme 3 vezes (2 vezes em festivais no Rio, 1 em NY) e so resta esperar que o diretor Marcos Prado tenha decidido a restaurar a versao original sem os cortes que veio a sofrer. Dia 28 nos cinemas...

[djm]

[editar] La Sorcellerie Capitaliste. Pratiques de Désenvoûtement

de Philippe Pignarre e Isabelle Stengers (La Découverte, Paris, 2005), apresenta a situação contemporânea a partir da hipótese (e não se trata de metáfora!) de que a dominação capitalista envolve formas de feitiço e de que, conseqüentemente, resistir ao capitalismo implica agenciamentos de desenfeitiçamento. O livro é a última formatação de textos que circularam amplamente na Internet (Anticapitalisme Net), modificando-se segundo as críticas e comentários recebidos -- sendo que o posfácio do livro é justamente um dos comentários colocados na rede.(Marcio Goldman)



[editar] Mais Art Theory

O número mais recente da Oxord Art Journal (disponível na capes) é dedicado a H. Damisch, autor de um interssante estudo (estruturalista) sobre a origem da perspectiva. Entre outros tem um artigo de Margaret Iversen (especialista em Riegl e Warburg) chamado "The Discourse of Perspective in the Twentieth Century: Panofsky, Damisch, Lacan." Pode ser do interesse da galera (colocado aqui porque não tem uma página de Referênicas no AmaZone)

[editar] Com toda devida cautela que merece

uma menção aos 'Estudos Culturais' tão denegridos por antropólogos que se prezam, gostaria de sugerir a leitura do livro de Simon During - Modern Enchantments: The Cultural Power of Secular Magic. Quem se interessa pelas relações entre magia, tecnologia, e 'modernidade' vai tirar proveito (entre outras coisas During desenvolve uma crítica às ideias de J Crary, outro recomendado por mim; considerem isto, portanto, um contra-ponto) -djm



[editar] Para os interessados no tema da discussão

no Abaeté no dia 11/11 -- o que acontece quando os nativos só falam em 'cultura' e coisas do gênero -- sugiro fortemente o trabalho (disponível nos seus sites) das duas antropólogas seguintes:

Annelise Riles

e

Iris-Jean Klein, desta principalmente 'Into Committees, Out of the House?', uma obra prima que saiu na American Ethnologist 30/4 (2003), não accesível via portal CAPES. Ainda bem que a moda de botar artigos na rede tá pegando na antropologia! Nenhuma das publicações do AAA está disponível (quer dizer, com textos) no portal CAPES. Alguém sabe por que? A AAA tem um portal, www.anthrosource.net, onde se permite um pouco de window shopping e em seguida se bloqueia o acesso a tudo da AAA para os não-a$$ociados. Viva o capitalismo! Vivam os "direitos de propriedade intelectual"! Fora com a livre circulação do conhecimento! - evc.)



[editar] Par-delà nature et culture

Acabada de ser publicado o magnum opus de Philippe Descola, Par-delà nature et culture (Gallimard, Paris, 623 pp.), onde se discutem com grande amplidão e não menor minúcia os temas da, justamente, natureza e cultura. (EVC)



[editar] Para os interessados em divinação e antropologia

dos objetos (incluindo os artísticos), uma boa leitura pode ser o livro de Sónia Silva intitulado Vidas em jogo: cestas de adivinhação e refugiados angolanos na Zâmbia (publicado pelo ICS, Lisboa). Uma resenha pode ser lida em Si esto es un objeto, de Ramon Sarró, http://www.enespiral.net/ant02/espirals/Probjecte/cestas.htm (Marcio Goldman)



[editar] Gell sobre tecnologia & magia

Gostaria de indicar a leitura de um texto de Alfred Gell que considero de extrema relevância para pesquisadores de temas relacionados à tecnologia. "Technology and Magic" foi publicado em 1988 e sintetiza (em 4 páginas) de maneira clara e direta temas que Gell desenvolveria posteriormente em seus livros e artigos. Quem se interessar pode baixar o texto neste link: http://www.geocities.com/ppf75b/gell.pdf

Não é possível concordar com tudo o que o autor diz, mas este é, sem dúvida, um texto que merece ser debatido (coisa que me interessa). Ofereço a seguir uma síntese do texto:


Em "Technology and Magic", Gell propõe uma relação produtiva entre tecnologia - definida como "a busca de objetivos difíceis através de meios indiretos" - e magia - definida como um "procedimento técnico ideal".
Na primeira parte do texto, dedicada à tecnologia, Gell argumenta que a "tecnologia" não se limita às ferramentas, mas também envolve os conhecimentos necessários para desenvolvê-las e utilizá-las , assim como o contexto social (redes de relações) que possibilita a produção, reprodução e transmissão desse conhecimento. Quanto ao adjetivo "técnico", Gell o define como "um certo grau de desvio na realização de algum objetivo", como uma "ponte" mais ou menos complicada entre certos elementos dados e um objetivo a ser alcançado por meio de uma exploração muito específica das propriedades desses elementos. Assim, "o grau de tecnicidade é proporcional ao número e à complexidade dos passos que ligam os dados iniciais ao objetivo final", sendo a estrutura formada por todos esses "passos" o "sistema" da tecnologia. Com isso, Gell argumenta que existe tanta tecnicidade na construção de um machado quanto na construção de uma flauta, sendo ambos igualmente instrumentos e, portanto, elementos numa seqüência técnica. Gell propõe então uma classificação das capacidades tecnológicas humanas em três categorias:
(1) Tecnologia de Produção: aquilo que normalmente se entende por tecnologia, relacionado com a sobrevivência objetiva (Gell considera esta categoria livre de controvérsias, e por isso não dedica mais que um parágrafo a ela).
(2) Tecnologia de Reprodução: aqui Gell coloca as relações de parentesco e de domesticação (de animais e de humanos, na forma da educação).
(3) Tecnologia de Encantamento: trata-se do conjunto de "armas psicológicas" que permitem aos humanos controlarem uns aos outros e entre as quais Gell situa aquilo que entendemos por "arte".
Na segunda parte do texto, dedicada à magia, Gell apresenta o feitiço como um "plano cognitivo" para a ação, e a magia como um fluxo contínuo de comentários sobre as ações técnicas que as divide, enquadra, define, guia, internaliza e exercita. Como numa brincadeira de criança, a magia vai além do real rumo ao ideal da ação e está ligada ao processo de inovação. Segundo Gell, o "papel cognitivo das idéias mágicas" é criar um "campo de orientação às atividades técnicas", sendo a inovação técnica o resultado não da satisfação de "necessidades" mas sim da realização de ideais técnicos até então considerados mágicos. Através de três exemplos etnográficos, Gell mostra que a magia é uma "tecnologia ideal" que parte da tecnologia real mas a supera indicando o caminho de sua evolução: "é a tecnologia que sustenta a magia, mesmo quando a magia inspira novos esforços técnicos".
Gell termina o texto com um breve comentário sobre o lugar da magia em nossa sociedade tecnológica, concluindo que encontraremos na publicidade, na ficção científica e na divulgação científica ˆ i.e., quando cientistas e técnicos dão sentido às suas próprias atividades ˆ os "comentários simbólicos sobre atividades e processos realizados no campo tecnológico" que caracterizam a magia. Cito então as duas últimas frases do texto: "Os propagandistas, criadores de imagens e ideólogos da cultura tecnológica são seus mágicos, e se eles não afirmam possuir poderes sobrenaturais é apenas porque a própria tecnologia se tornou tão poderosa que os desobriga disso. E se nós deixamos de reconhecer explicitamente a magia, é porque tecnologia e magia são, para nós, a mesma coisa".

Pedro Peixoto Ferreira

Visite meu site em: ppf75)



[editar] Publicado o livro de Ronaldo Lemos

Direito, tecnologia e cultura (Rio: FGV Editora, 211 pp.). Ronaldo Lemos é o diretor do projeto Creative Commons no Brasil, e já falou nas Sextas na Quinta do PPGAS/Museu Nacional. Seu livro traz uma quantidade de reflexões, esclarecimentos e propostas sobre o direito de propriedade intelectual. (evc)

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